quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Perturbação/Transtorno de Oposição e Desafio - O meu desafio

De certeza que todos os professores já lidaram com alunos difíceis, irrequietos, faladores, agressivos, etc. Mas existem aqueles cujo comportamento é desafiante e negativo e costuma vir acompanhado de outros problemas, como o da atenção/concentração ou hiperatividade. Alguns destes alunos são considerados de teimosos, preguiçosos ou mal educados. Respondem "não", "não quero fazer", "não sei", "não sou capaz", "é difícil" a muitas das propostas ou questões que lhes são postas. Fogem àquilo que acham que não conseguem fazer, são inseguros, sensíveis, têm baixa auto-estima (pois julgam-se maus). São crianças que deixam o adulto com os "nervos em franja". 


Os professores têm dificuldade em lidar com estes comportamentos e em encontrar estratégias que os ajudem a lidar com esta perturbação. 




Por isso, deixo aqui o link de um blog que aborda esta problemática: http://transtornooposicaodesafio.wordpress.com/

Eu sou mãe de um menino assim. Foi recentemente diagnosticado e confesso que me senti perdida. Eu Pensava que lidava com uma criança muito teimosa e afinal era uma perturbação de oposição.



Ele sempre foi muito irrequieto, brincalhão e embirrento. Era difícil para comer, adormecer, ir à casa de banho, obedecer, ouvir, cortar as unhas, cortar o cabelo e para muitas de outras rotinas diárias. Desisti de ir a um restaurante pois não conseguia estar sossegada a comer. 


No jardim de Infância sempre era o mal comportado e achavam que este não tinha regras em casa. Apesar disso, era uma criança muito curiosa, esperta e não revelava problemas de aprendizagem. 
   Assim que iniciou o 1º ciclo, os problemas tornaram-se mais complicados. Para além do comportamento irrequieto, começou a revelar dificuldades na aprendizagem e não por falta de inteligência. Gostava de Matemática mas de Português não. Não queria ler, porque não gostava. A partir do primeiro erro, ou da primeira dificuldade, insegurança, não sei! Pois não estava lá quando aconteceu. Quando ele achou que não gostava porque não conseguia. As palavras que mais oiço é: "odeio ler", "não quero trabalhar", "não sei", "não me lembro". 


Às vezes, sinto-me impotente, muitas vezes cansada, pois é uma luta constante, a contrariar, a dizer que não, a regulamentar, a arranjar estratégias que funcionem, a chamá-lo à atenção. Todos os dias travo batalhas. Umas vezes perco, outras ganho. Umas vezes, saio delas ferida, triste e a chorar, outras saio alegre e orgulhosa. Mas sempre mais rica e forte. A maior certeza que tenho é o amor que nutro pelo meu filho e isso dá-me coragem e persistência. 

Quando vejo resultados, um sorriso nos lábios dele, os seus olhos alegres de felicidade por ter conseguido fazer o que lhe pedi, a minha alma ganha vida, o meu coração derrete-se e os meus olhos tornam-se verde água. Depois vem a recompensa e essa não lha podemos negar.
A grande estratégia é amá-los ao mesmo tempo que lhes dizemos que não. Sermos mais fortes e mais teimosos que eles próprios e nunca desistir.

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