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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Esta sou eu

    Olá! Chamo-me Sónia Rodrigues, sou professora de 1.º ciclo há 25 anos, mãe e autora do blog “Coisas que gosto de partilhar”. Sou formada em Professores do Ensino Básico, com variante em Educação Física. 
   Sim, eu queria ser professora de Educação Física e ainda dei aulas durante um ano e pouco, mas quis a vida levar-me para outros rumos. Andar a saltitar de escola em escola e fazer muitos quilómetros para trabalhar são fatores negativos desta profissão, principalmente para quem vive no interior do país. Por isso, não foi uma transição fácil, mas abracei o 1.º ciclo e dou 
diariamente o meu melhor. 

   O facto de acompanhar crianças com dificuldades de aprendizagem e com outras problemáticas levou-me a querer aprender mais sobre estes temas de forma a poder ajudá-las da melhor maneira possível. Então, especializei-me em Educação Especial. Esta aprendizagem deu-me não só as bases para poder ser também professora nesta área, como também me ajudou a entender e a acompanhar melhor o meu próprio filho nas suas aprendizagens. Este acompanhamento deu-me grandes ferramentas e uma perspetiva muito próxima do que é a dislexia e a perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA). Durante muitos anos, as minhas energias e recursos estiveram direcionadas para o ajudar.
 Este blog nasceu, não por modas, foi apenas um hobby que ganhou asas numa altura muito triste da minha vida, pois senti necessidade de fazer algo que me ocupasse a mente de forma positiva. 
Qualquer professor faz recursos para as suas aulas e eu sempre adorei fazê-lo. Quando iniciei o meu blog pouco dominava o mundo digital mas, como gosto muito de aprender, construí-o sozinha ao longo destes anos. Sempre que podia, partilhava os meus recursos neste cantinho só meu.

  Eu não me considero uma “bloguer”, apenas uma curiosa que adora fazer coisas bonitas e úteis para os alunos. E porque partilho? Porque acho que algo que seja útil e eficaz para mim e para os meus alunos, poderá sê-lo para outros docentes, educadores e pais…
  Desde a pandemia, com o ensino à distância, a realização e a partilha de recursos educativos para os alunos ganhou outra relevância que anteriormente não era tão visível. Criei a página de Instagram "@coisas que gosto de partilhar" onde conheci colegas e pessoas maravilhosas. Pessoas criativas que adoram ensinar e criar como eu. Nesta comunidade de “instaprofs” senti-me bem e adquiri conhecimentos interessantes, outras formas de ensinar, conheci aplicações divertidas e um mundo novo a descobrir.
  Os meus recursos resultam da inspiração de palavras, imagens, objetos, de dificuldades que observo nos alunos, da necessidade de trabalhar um conteúdo ou de realizar uma atividade diferente. Quando estou a trabalhar e a criar os recursos esqueço-me das horas, dos problemas e sinto-me feliz. Quando os imprimo e vejo que o resultado é igual àquilo que tinha imaginado, sinto-me uma criança novamente.
   Neste momento, sinto-me realizada e contente por fazer o que faço, ensinando  os meus alunos, ajudando-os a aprender de uma forma mais motivadora e, ao mesmo tempo, auxiliando outras pessoas e alunos. Fico sensibilizada pelas mensagens que recebo e agradeço a todos aqueles que comunicam comigo, dão-me feedback e tópicos com sugestões de temas a serem trabalhados em futuros recursos.
    Esta sou eu!
   Sou um conjunto de aprendizagens que a vida me proporcionou e este blog é parte de mim, mas não é tudo o que sou.

Sónia Rodrigues, 2022

sábado, 17 de agosto de 2013

Insucesso Escolar - Nuno Lobo Antunes

Insucesso Escolar


Citando Nuno Lobo Antunes "na faculdade aconteceu um milagre. Um médico, superiormente inteligente, ouvia-me. Uma coisa extraordinária, que mudou o rumo de uma vida. O simples facto de haver alguém que eu admirava e respeitava, e que respondia de igual forma, transformou o aluno medíocre. As classificações melhoraram de forma notável."
"Muitas vezes penso no poder da circunstância, de um encontro, no traçado da minha vida. Uma palavra de incentivo, ou outra atirada sem cuidado, marcam uma existência. Definitivamente. Poder enorme, tremenda responsabilidade a dos professores. A ideia que as crianças formam delas próprias depende em boa medida do que se passa dentro dos muros da escola." 
"Todos os dias avalio crianças com insucesso escolar. as razões são quase sempre múltiplas e complexas. O diagnóstico principal deve ser formulado: dislexia, perturbação da atenção, défice cognitivo. O primeiro mais o segundo em proporções variadas. Um pouco disto ou daquilo. Mas há também os círculos criados pelo sucesso e pelo insucesso, virtuosos ou viciados, conforme a capacidade de quem educa para olhar as crianças e descobrir, mais além do espanto, que o seu olhar revela o potencial que a mudez das suas bocas esconde. E mudar-lhes o futuro."


sexta-feira, 29 de março de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Geração dos mal sentados

Atualmente, os nossos alunos escolhem posições particularmente esquisitas e incómodas (na minha opinião) para se sentarem nas suas cadeiras da sala de aula. Normalmente  sinto que passo mais tempo a pedir que se sentem corretamente do que devia. E a tendência é que retornam à posição anterior e tenho que fazer este pedido várias vezes e até explicar porque não devem sentar-se mal. Será problema das cadeiras? Da altura das mesas? Será que trazem este  hábito de casa? Não sei...

Alguns alunos estão sentados com os pés debaixo do rabo ou com apenas um pé, outros colocam-se de joelhos. Alguns inclinam o tronco para um dos lados com uma das mãos a segurar a cabeça, outros abanam as pernas, pois são demasiado pequenos para a cadeira onde estão sentados. Esta última situação poderá ser  evitada, se o aluno tiver um apoio nos pés ou uma cadeira mais baixa. 



Realmente só vendo para acreditar e eu não devo ser a única. Muitos professores, como eu, devem presenciar bastante  estas situações. Estas posturas incorretas devem ser evitadas pois afetam a atenção/concentração do aluno para não falar da saúde da sua coluna vertebral. 

Dia da Paz - astag

Resolvi fazer um mural sobre o Dia da Paz , com uma peça parecida ao "astag". Criei duas peças, uma com o título da temática e dat...